segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Raquel é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.

http://raquelrolnik.wordpress.com/2013/12/20/uma-faixa-exclusiva-de-onibus-incomoda-muita-gente/

Uma faixa exclusiva de ônibus incomoda muita gente…

300 km de faixas incomodam muito mais…
Todos os dias, os paulistanos gastam, em média, 2h e 42min para se locomover na cidade. Por mês, são dois dias e seis horas passados no trânsito. Por ano, chegamos a passar, em média, 27 dias presos em congestionamentos.
Não é difícil adivinhar que setor da população puxa essa média pra cima: segundo dados da última pesquisa Origem e Destino, realizada pelo metrô, o tempo gasto pelos usuários de transporte público em seus deslocamentos é 2,13 vezes maior que o de quem usa o transporte individual.
Sob o impulso das manifestações de junho, uma das medidas adotadas em São Paulo para tentar enfrentar o problema do transporte público foi a implementação de faixas exclusivas de ônibus em várias regiões da cidade. Neste final de ano, já são 295 km de faixas exclusivas e um ganho de quase 50% na velocidade média dos ônibus, que subiu de 13,8 km/h para 20,4 km/h.
Mas a medida vem descontentando, principalmente, usuários de automóvel particular, que têm passado mais tempo em congestionamentos desde a instalação das faixas. Sobre o assunto, um dos primeiros que se manifestou contrariamente às faixas foi o Estadão, que em um editorial do mês de outubro acusou a gestão municipal de “má vontade com o transporte individual”.
Recentemente foi a vez de a revista Época São Paulo decretar em manchete de capa que a experiência das faixas “deu errado”. Na matéria, a revista acusa a frota de ônibus paulistana de ter recebido “tratamento VIP” em diversas ruas da cidade.
Quem fala em “má vontade com o transporte individual” e em “tratamento VIP” dado aos ônibus parece desconhecer o fato de que os carros particulares, que transportam apenas 28% dos paulistanos, ocupam cerca de 80% do espaço das vias. Enquanto isso, os ônibus de linha e fretados, que transportam 68% da população, ocupam somente 8% desse espaço.
Esses números só confirmam que, na verdade, a “má vontade” de nossos gestores sempre se voltou ao transporte coletivo e quem sempre usufruiu de “tratamento VIP” foram os carros… afinal, o transporte por ônibus em nosso país sempre foi considerado “coisa de pobre” e, como tal, nunca precisou ser eficiente, muito menos confortável.
Em São Paulo, de fato, 74% das viagens motorizadas da população com renda até quatro salários mínimos são feitas por modo coletivo. De imediato, a implementação das faixas exclusivas de ônibus beneficia especialmente essa população, que depende do transporte público e historicamente é a mais afetada pela precariedade do sistema.
Entretanto, apenas criar faixas exclusivas, sem introduzir mudanças substanciais na qualidade, regularidade e distribuição dos ônibus, não vai produzir a mudança desejada de não apenas propiciar conforto para quem já é usuário, mas também atrair novos usuários, que hoje se deslocam em automóveis.
Isso inclui desde medidas básicas, como comunicar aos passageiros quais linhas passam em cada ponto, até a melhoria da distribuição das linhas e sua frequência.
Evidentemente, um plano de melhorias a ser implementado ao longo dos próximos anos é necessário para que este conjunto de aspectos seja atacado. Se este plano existe, onde se encontra? Quando foi lançado e por quem foi debatido antes de ser adotado?
Parte das avaliações negativas com relação ao transporte público tem a ver também com isso: anunciam-se medidas e não se pactua uma intervenção articulada, de longo prazo, em que os usuários consigam saber o que, quando e como será alterado…

E O PICOLÉ DE CHUCHU DIZ QUE QUER "APURAR TUDO, COM PROFUNDIDADE E CELERIDADE". SE ELE NÃO FOSSE O GOVERNADOR EU MANDAVA ELE TOMAR NA RIMA!!!

PSDB barra investigações sobre o propinão tucano na Assembleia


O governador de São Paulo  Geraldo Alckmin PSDB), apareceu, por diversas vezes, nas TVs e jornais, com o discurso de que, mandaria investigar o caso da propina para os tucanos saindo dos  trens de São Paulo. O governador mentiu, mais uma vez.

A base de sustentação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia Legislativa de São Paulo conseguiu blindar o Palácio dos Bandeirantes contra investigações sobre o propinão tucano que atuou em licitações do Metrô e da CPTM durante sua administração e em outros governos tucanos.

Sem número suficiente de deputados para instalar uma CPI, a oposição tentou convocar autoridades, empresários e consultores envolvidos com o cartel a prestar depoimentos em duas comissões.

Desde agosto, foram apresentados 38 requerimentos para que fossem chamadas 26 pessoas. Dessas, só três foram ouvidas pelos deputados.

As comissões em que os pedidos foram feitos –de Transportes e Infraestrutura, ambas com maioria governista– adiaram a análise de vários pedidos indefinidamente, rejeitaram outros e ainda transformaram convocações em convites, o que desobriga o convidado de comparecer.

Para adiar a análise dos requerimentos, os aliados do governador se valem de uma norma do regimento da Assembleia que permite que cada deputado peça vistas do pedido uma vez, adiando a votação por uma semana.

A oposição usa a mesma tática para adiar votações e evitar que pedidos sejam derrubados nos dias em que há maioria governista presente na reunião da comissão.

Entre as pessoas que deixaram de depor está Pedro Benvenuto, ex-assessor da Secretaria de Transportes Metropolitanos acusado de repassar informações do Metrô e da CPTM a um consultor.

Sua convocação foi transformada em convite a pedido de um deputado do PPS e aprovada, mas ele não compareceu no dia marcado.

O vereador Andrea Matarazzo (PSDB) ignorou  convites das comissões e não compareceu

Estão pendentes na pauta da Comissão de Transportes pedidos para ouvir os executivos da Siemens que denunciaram o cartel ao Cade, entre eles Everton Rheinheimer, que disse à Polícia Federal que políticos do PSDB receberam propina do esquema.

A comissão derrubou ainda requerimentos para ouvir João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM que recebeu US$ 836 mil numa conta na Suíça, e José Fagali Neto, consultor que recebeu informações de Pedro Benvenuto.

Para os governistas tucanos, os pedidos feitos pela oposição são "eleitoreiros" e "não passam de politicagem". "Se deixar por conta deles, todo dia tem dois ou três servidores pra ser ouvidos", disse Dilador Borges (PSDB), da Comissão de Infraestrutura. "Não nos podemos dar o luxo de ficar ouvindo as pessoas por ouvir."

NÃO TENHA DÚVIDA: A DIMINUIÇÃO DO TAMANHO DA globo FARÁ MUITO BEM AO BRASIL!!!

http://tijolaco.com.br/blog/?p=11874

Nirlando Beirão: Kamel tornou jornalismo da Globo recheio insosso entre novelas

23 de dezembro de 2013 | 15:57 Autor: Fernando Brito
jn
A queda dos índices de audiência do jornalismo de Globo salta aos olhos, mesmo antes que o institudo alemão GfK, contratado por suas concorrentes para medir a audiência das tevês ponha fim ao monopólio dos números do Ibope, parceiro global de longa data nesta atividade, à base da qual se fixam as tabelas de publicidade nas emissoras.
A maior máquina de jornalismo, com muitos dos melhores profissionais do país e recursos quase infindáveis de trabalho, em poucos anos, uma decadência visível a todos.
É verdade que o processo de enfraquecimento do Jornal Nacional, carro-chefe do jornalismo da emissora vem de antes.
O programa onde o que não aparecia “não tinha acontecido” chegou à virada do século com perto de 40 pontos de audiência, na média.
Hoje, mal se sustenta numa média de 25 e há dias em que chegou a apenas 18 pontos.
Será que se pode dizer que foram a internet e a tevê a cabo que fizeram minguar tanto o JN?
Um parte, sim.
Mas não tudo. E a pista para demonstrá-lo está no próprio “perfil comercial” com que a Globo descreve a audiência do Jornal Nacional:
“Em São Paulo, 75% dos telespectadores do Jornal Nacional são das classes ABC; no Rio de Janeiro, 69%; e no Distrito Federal, 70%.”
Ou seja, os grupos sociais que têm acesso a internet e tevê a cabo seguem fortemente majoritários.
As novelas também perderam, mas muito menos.
E Nirlando Beirão, cobra criada do jornalismo aponta, na CartaCapital: não adianta dizer que a queda do JN é resultado de novelas mais fracas em público.
Talvez, quem sabe, o público tenha se cansado de lhe dizerem, todos os dias, há dez anos, que o Brasil vai mal e ficará pior ainda.

Sanduíche à moda da Globo

Nirlando Beirão
Sempre revolucionário – sem mencionar outros atributos seus, como a blindada imparcialidade, o apartidarismo irrestrito e o compromisso em defender os interesses da nação, e não os do casa –, o jornalismo da Globo inverteu a lógica do sanduíche, segundo a qual o recheio deve ser mais saboroso do que as peças que o contêm.
O Jornal Nacional, sob a expertise do chef Ali Kamel, decretou, voluntariamente ou não, outro método de degustação. As novelas das 7 e das 9 é que falam hoje ao apetite – peculiar que seja esse apetite – do telespectador. O JN virou apenas um entremet muito do insosso entre um melodrama e outro.
O Ibope, a quem não se pode atribuir propósito de prejudicar a Globo, indica que a plateia do JN minguou em 30% nos últimos dez anos. Na esteira do show produzido em conjunto pela Globo e pelo Supremo Tribunal, o carro-chefe do jornalismo platinado mergulhou recentemente em inéditos 18 pontos de audiência. Um recorde.
Em prol dos imperativos comerciais (a publicidade brasileira é a última adepta do JN), o jornalismo da Globo inverte mais uma vez a realidade e tenta atribuir às novelas – a que a precede e a que a sucede – a culpa pelo desastre de público. Mas está na cara que, dos vilões que o JN operosamente fabrica, nenhum tem a mesma graça perversa, por exemplo, daquele Félix de Amor à Vida.
Haverá quem queira tributar os tropeços do JN a detalhes menores como, digamos, a credibilidade. Bobagem: credibilidade nunca foi o forte da Globo, mesmo antes do Ali Kamel.

É A MAIOR FACE DA "CARA DE PAU". PSDB É O LADRÃO QUE CORRE E GRITA: PEGA LADRÃO!!!

http://tijolaco.com.br/blog/?p=11860

Alckmin vai fazer Aécio descarrilar em São Paulo?

23 de dezembro de 2013 | 07:28 Autor: Fernando Brito
dupla
Desde agosto, este Tijolaço diz que Geraldo Alckmin, neste caso do “trensalão”, comporta-se como um Tartufo.
Sua suposta indignação é de uma hipocrisia tão gritante que nem mesmo quem o apóia, sobretudo a mídia amiga, pode deixar de ver.
manchete da Folha de hoje é apenas a confirmação disso.
Alckmin diz que exige uma apuração rápida do caso das propinas do cartel Siemens-Alston.
E manda a base parlamentar que controla na Assembléia de São Paulo “abafar” o caso.
O “probleminha” que tem, entretanto, é que estamos às vésperas de um processo eleitoral.
E, ironicamente, parece estar mais próxima a contaminação da campanha eleitoral em São Paulo pelo escândalo do “trensalão” do que a tentativa de fazê-lo com o chamado “mensalão” e a campanha nacional, apesar dos anos a fio em que a mídia tenta usa-lo contra  projeto que Lula passou a representar.
Mal ou bem, com atropelos, manipulações e injustiças, este foi investigado, julgado e punido.
O caso dos trens paulistas, maior e mais antigo, só conseguiu isso na Suíça, vejam só.
Bela situação para quem diz que pretende “restaurar a moralidade” no país, não é?
E se Alckmin terá de cuidar para não naufragar em seu próprio cinismo neste caso, como fará para carregar o fardo de fazer São Paulo sustentar Aécio Neves?
Ao contrário, é ele, Alckmin, quem passa a exigir do mineiro solidariedade – e o desgaste de ter de marcar com isso sua campanha – no caso do “trensalão”.
Pistas disso já foram dadas quando Aécio se prestou ao papel ridículo de fazer escândalo sobre um documento “falso” que, afinal, foi confirmado, com todos os bois devidamente nominados, pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer.
Rapidamente, o mineiro teve se “sumir” com o assunto constrangedor.
À medida em que a campanha de Alckmin vá sofrendo a inevitável deterioração – talvez não o suficiente para que perca a eleição em São Paulo, mas certamente  o bastante para abalar seu favoritismo absoluto, o governador paulista vai exigir mais e mais adesão de Aécio ao tema.
Para gosto e satisfação de Serra, que não esconde seu rancor de ambos.
Por isso é que Alckmin trata Eduardo Campos com tantos salamaleques, não pela força do PSB em São Paulo.
Sua carreira, construída à sombra da nulidade que lhe valeu o apelido de “picolé de chuchu”, estará, pela primeira vez, no centro da polêmica.
E ameaçando sair dos trilhos, arrastando consigo os que contam, como Aécio – e Campos, que espera a vaga – com São Paulo como locomotiva de suas candidaturas presidenciais.

MAS NÃO PENSEM QUE EM 2014 ELES VÃO MUDAR O TOM. VÃO, ISTO SIM, FICAR CADA VEZ MAIS PARTIDARIZADOS E NÃO MEDIRÃO CONSEQUÊNCIAS PARA TENTAR VOLTAR AO PODER!!!

http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/2013-foi-o-ano-do-jornalismo-helicoverpa-armigera

2013 foi o ano do "Jornalismo Helicoverpa Armigera"

Os telejornais começaram o ano devorando o PIB ao difundir a idéia de que ocorreria um apagão. Mas a única coisa que apagou foi a veracidade do poder da praga jornalística
O sucesso das concessões dos portos, aeroportos, rodovias e do pré-sal deu dor de barriga nas lagartas que tentaram devorar os brotos do modelo adotado pelo governo.
A inflação controlada e o alto nível de emprego não permitiram a proliferação das larvas helicoverpianas da inflação e do desemprego como desejavam os tucanos que as alimentaram.
Em junho as Helicoverpas Armigeras pegaram carona nos movimentos de rua com a esperança de influir nas eleições presidenciais de 2014. Nos meses seguintes, entretanto, as pesquisas demonstraram que a plantação de votos do PT continua produzindo muito mais sementes viçosas que as candidaturas alimentadas pelas lagartas.
Nos meses seguintes o Mais Médicos começou a ser devorado ferozmente pelas lagartas. Mas a população ficou com mais raiva da imprensa e dos médicos que não querem trabalhar nos rincões nem permitir que outros médicos façam isto. O judiciário pulverizou mortalmente as mariposas que espalhavam as larvas que tentaram impedir o povo de ter acesso à saúde.
Durante o julgamento da AP 470 as Helicoverpas Armigeras da mídia conseguiram devorar a CF/88. Os réus foram condenados "porque não provaram que eram inocentes". Em breve os réus tucanos (mensalão mineiro, roubalheira do metrô paulista) também serão considerados "presumivelmente culpados" pelo STF para imensa tristeza das pragas jornalísticas que devoraram o princípio constitucional que garante a segurança jurídica/criminal. Os juristas da direita já perceberam o estrago que as lagartas produzirão nas plantações tucanas
Por fim, a praga jornalística irracionalmente atacou os jardins da Aeronáutica porque o governo não comprou F-18s norte-americanos em razão do Brasil ter sido espionado pelos EUA. Em todos os países livres da Helicoverpa Jornalística a extrema direita corteja os militares, no Brasil as larvas anti-nacionalistas se proliferaram tanto na imprensa que diariamente empurram os militares para esquerda.