quarta-feira, 16 de abril de 2014

VEJA COMO FUNCIONA A "TRANSPARÊNCIA E CLAREZA" DO GOVERNO DE MINAS GERAIS, DO SEMPRE "AÉBRIO NEVER"!!!

http://tijolaco.com.br/blog/?p=16754 

A canalhice politiqueira da Cemig tucana

Fernando Brito
armacaodacemig

O caso envolvendo a propaganda da Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais, a Cemig, atribuindo a “culpa” pelo reajuste das tarifas de energia elétrica “a um órgão do Governo Federal, a Aneel, que fica lá em Brasília” é uma das maiores canalhices já feitas na política brasileira.
A Aneel, de fato, autorizou um reajuste de 14,24% nas contas de energia elétrica da empresa.
O valor, porém é menos da metade do que foi pedido pela empresa, que solicitou um reajuste de 29,74%.
Isso é formammente documentado, e foi dito pela própria Cemig em nota oficial, no final de março:
“Considerando os números preliminares apresentados, a Cemig solicitapara a análise da Aneel, um reajuste médio das tarifas de 29,74%. A definição do reajuste, no entanto, depende da decisão da Aneel, que deverá definir a nova tarifa a ser cobrada a partir de 8 de abril.”
Agora, veja o vídeo que está sendo veiculado pela empresa nas TVs mineiras:
obs: acesse o link do tijolaço para assistir o vídeo: 

http://tijolaco.com.br/blog/?p=16754

Não é possível que o Governo Federal assista este tipo de manipulação canalha sem reação.
A primeira providência a ser tomada é suspender o reajuste, já que a empresa mineira parece não o desejar.

COMO NÃO É A MÃE DE NINGUÉM DO PT, VOCÊ, A MÍDIA, O JUDICIÁRIO E A OPOSIÇÃO NÃO FICAM "REVOLTADOS" NEM SEQUER "INDIGNADOS"NÉ? TÁ PERCEBENDO COMO TE USAM COMO MASSA DE MANOBRA?

http://tijolaco.com.br/blog/?p=16747
“Programa habitacional do Dudu: MINHA CASA PRA MAMÃE.”
— Brandão, em comentário no blog "conversa afiada"!

Mãe de candidato de oposição pode julgar contas de adversária do filho?

Fernando Brito
anaarruda
A nota publicada hoje por Ilimar Franco, em O Globo (e destacada porPaulo Henrique Amorim), dando conta de que Ana Arraes, ministra do TCU e mãe do candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, mora indevidamente há quase dois anos em apartamento do Senado, embora seja em si algo inconcebível – não são dois ou três meses, que poderiam se justificar por uma dificuldade de mudar para outro imóvel – traz à tona uma questão extremamente séria.
A mãe de um candidato a Presidente pode funcionar como fiscal e juíza das contas da adversária do seu próprio filho?
Se ao  ministro do Tribunal de Contas se aplicar, por analogia, o que a lei prevê para o juiz, é evidente que não.
O Artigo 134 do Código de Processo Civil diz que é defeso (proibido) ao magistrado atuar “quando nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consanguíneo ou afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau”.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

NÃO É PELA NOTÍCIA EM SI QUE EU PUBLICO ESTE POST AQUI. É APENAS PARA CHAMAR A ATENÇÃO DE VOCÊS PARA A FALTA QUE FAZ UMA REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA, QUE AGILIZE PROCEDIMENTOS COMO ESTES E, PRINCIPALMENTE, PARA QUE OS DIREITOS DE RESPOSTA SEJAM DADOS COM CELERIDADE, NOS MESMOS MOLDES, VEÍCULOS E LUGARES ONDE SE DEU A OFENSA. MAS, QUE É BOM VER A VEJA SER CONDENADA, MESMO QUE DE VEZ EM QUANDO, ISSO É! E EU DIGO ISSO POR QUE EXISTE TODO UM ESQUEMA PARA FAZER COM QUE ISSO NÃO ACONTEÇA, A NÃO SER, EM ABSOLUTAS EXCEPCIONALIDADES. - É A ORQUESTRA, IDIOTA!!!

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/136674/Collor-derrota-Veja-e-leva-indeniza%C3%A7%C3%A3o-hist%C3%B3rica.htm

domingo, 13 de abril de 2014

QUE DEUS TE OUÇA, PAULO NOGUEIRA!!! SEM DÚVIDA, COM MENOR INFLUÊNCIA DA GLOBO, O BRASIL SERÁ MUITO MELHOR!!!

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-declinio-do-jornal-nacional-e-irreversivel/

O declínio do Jornal Nacional é irreversível


Velhos tempos, com audiências de 70%
Velhos tempos, com audiências de 70%
Nos anos 1980, quando eu era um jovem repórter da Veja, a redação, no sétimo andar do prédio da Abril na marginal do Tietê, se alvoroçava quando eram 8 da noite.
Uma televisão, no fundo da redação, começava a passar o Jornal Nacional. A redação parava, mesmo em dias de fechamento, e só voltava a funcionar quando o JN terminava.
Não era só a Veja que parava. Era o Brasil. O JN tinha então 70% de audiência, em média. Às vezes mais. Ditava a agenda política e econômica do país. Roberto Marinho — que na busca de favores da ditadura dizia que a Globo era “o maior aliado” dos generais na mídia, conforme mostram documentos de Geisel reunidos em livro —  teria dito que notícia era o que o JN dava.
Para mim, o JN acabaria com minha saída da Veja rumo à Exame, em 1989. Perdi o hábito de vê-lo e jamais senti falta. Não voltei a ver sequer quando trabalhei na Globo, em meados dos anos 2 000. Nas reuniões do Conselho Editorial da Globo, às terças de manhã, eu chegava sem ter a mínima ideia do que o JN dera ou deixara de dar, e tinha uma certa dificuldade em me engajar em algumas conversas.
Muita gente fez o que fiz, por variados motivos. (O meu foi o incômodo em ver tanto foco em desgraças depois de ter visto o JN, na ditadura, mostrar um país paradisíaco aos brasileiros. Também o conteúdo influía bem menos na Exame do que na Veja.)
Todas essas reminiscências me ocorrem ao ler que esta semana o Jornal Nacional bateu seu recorde negativo de audiência ao chegar a 18%.

PARA AQUELES QUE PENSAM EM APOIAR ESSES CARAS DESSES PARTIDINHOS QUE JÁ NOS TUNGARAM QUASE ATÉ A EXAUSTÃO. RECORDAR É NÃO ERRAR DE NOVO!!!

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/como-o-psdb-enterrou-a-cpi-da-corrupcao-em-2001/

Como o PSDB enterrou a CPI da corrupção em 2001

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Em um momento em que o PSDB tenta criar a qualquer custo uma CPI exclusiva para investigar a Petrobrás enquanto acusa o governo Dilma Rousseff de pretender barrar a investigação e de violar o que chama de “direito da minoria”, torna-se imperativo relembrar como o partido agiu em relação a esse “direito” quando estava no poder.
Era maio de 2001. O Brasil estava às portas de mergulhar em um severo racionamento de energia elétrica que duraria de 1º de julho daquele ano até 27 de setembro do ano seguinte. O então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, amargava sucessivas quedas de popularidade que o fariam terminar seu mandato com apenas 35% de aprovação, sendo reprovado pela grande maioria dos brasileiros.
Um dos principais motivos da impopularidade de FHC, à época, era o alto nível de corrupção em seu governo. Os sucessivos escândalos foram agravados pelas denúncias de que comprara votos de parlamentares para aprovarem a emenda constitucional que lhe permitiu se candidatar à própria sucessão em 1998 – até então, presidente, prefeitos e governadores só podiam exercer um único mandato.
Naquele ano, as denúncias contra o governo se acumularam a tal ponto que até entre a base governista prosperou a criação da “CPI da Corrupção”, que investigaria 16 pontos. Confira, abaixo, os fatos que embasavam a abertura da investigação.
- tráfico de influências pelo o ex-secretário geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira;
- irregularidade envolvendo do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira na privatização da Tele Norte Leste;
- liberação de verbas irregulares para o DNER;
- denúncias de caixa 2 nas campanhas eleitorais envolvendo o ministro Andrea Matarazzo (Comunicação); – omissão do Banco Central na apuração nas denúncias de desvios do Banpará que teriam beneficiado Jader Barbalho;
- omissão do BC na apuração do dossiê Caribe [conjunto de documentos sem autenticidade comprovada sobre uma suposta empresa com sede nas Ilhas Cayman do presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro José Serra (Saúde), e do ex-governador de São Paulo Mário Covas e do ex-ministro Sérgio Mota (Telecomunicações), mortos respectivamente em março e em abril de 1998;
- omissão do BC em apurar suspeita de crime tributário, fraude e sonegação pela empresa OAS, ligada a ACM;
-omissão do BC nas investigações da chamada “pasta rosa”, sobre contribuição do Banco Econômico para campanha de ACM;
- omissão do BC na investigação de contas fantasmas abastecidas pela TV Bahia, que pertence a ACM;
- fraudes na concessão de incentivos fiscais pela Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia);
-irregularidades em contratos de portos e aeroportos das cidades de Salvador (BA), Santos (SP) e nas obras de ampliação e modernização do aeroporto Luís Eduardo Magalhães, em Salvador;
- irregularidades e superfaturamento na instalação da usina nuclear Angra 2, envolvendo a Eletrobras/Eletronuclear, Furnas e distribuidores de energia;
- emissão de CPFs irregulares na Bahia;
- desvios na utilização de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Devido ao mau humor da opinião pública, das dificuldades crescentes na economia, do iminente (e draconiano) racionamento de energia que ameaçava o país e que se concretizaria pouco depois, a criação da CPI da Corrupção já era dada praticamente como certa, mas FHC e seu partido, o PSDB, desencadearam uma verdadeira operação de guerra para impedir.
A verdadeira blietzkrieg tucana contra a instalação da CPI da Corrupção acabou tendo êxito. Em 10 de maio de 2001, o PSDB conseguiu impedir a investigação.
O governo e seu partido tiveram que agir rápido porque o clamor popular pela CPI era cada vez mais estridente. Esse clamor fez o jornal mais governista da época, o Estadão, acabar aceitando investigação que até então combatera com unhas e dentes enquanto acusava o PT de apostar no “quanto pior, melhor”.
Vale a pena ler, abaixo, o editorial “CPI não é bicho-papão”, que o Estadão publicou em 9 de maio de 2001, para se ter uma ideia de como era diferente o comportamento da mídia em relação ao governo quando este era do PSDB; o inimigo da mídia, à época, era a oposição petista.

O Estadão, porém, rendeu-se cedo demais. FHC e seu partido, ao custo de distribuição de dinheiro público a parlamentares, no dia seguinte ao do editorial conseguiria impedir a investigação.
A compra de parlamentares foi tão escandalosa que até jornais tidos como governistas denunciaram. O Valor, por exemplo, contou como Bornhausen foi mobilizado pelo Palácio numa última tentativa de reverter a situação. O Jornal do Brasil disse que Bornhausen ameaçou de expulsão os 16 deputados do PFL que assinaram a CPI.
Relato ainda mais dramático do empenho de FHC para impedir a CPI foi publicado na coluna de Ariosto Teixeira, no próprio Estadão. A matéria revelou que FHC lançaria todos os recursos disponíveis para impedir a instalação do inquérito. Ameaçara, inclusive, dissolver todo o ministério caso partidos aliados não retirassem o apoio à investigação.
Todas as negociatas para impedir a CPI foram contadas com riqueza de detalhes pelo colunista Fernando Rodrigues, na Folha, e pelo próprio jornal. O colunista revelou que se tratava de uma super operação abafa e descreveu os tipos de preço que os congressistas fisiológicos cobraram. Em dois dias o então ministro Aloysio Nunes Ferreira liberara R$ 26 milhões para emendas de congressistas, dizia a reportagem.
Detalhe: FHC usou dinheiro público de um país então quebrado para abafar a investigação.
Leia, abaixo, a coluna de Fernando Rodrigues na Folha de São Paulo de 9 de maio de 2001 avisando como seria abafada a investigação e, em seguida, matéria do mesmo jornal de 11 de maio, um dia após o PSDB e o governo terem tido êxito no intento, relatando mais detalhes sobre a operação-abafa.