sexta-feira, 16 de outubro de 2015

MÍDIA PARCIAL, JUSTIÇA PARCIAL... E VOCÊ, COMO CLASSIFICÁ-LO??? INOCENTE ÚTIL? NÃO!!! NÃO MESMO!!!

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/enquanto-prender-cunha-nao-for-tao-simples-quanto-prender-dirceu-a-justica-ficara-sob-suspeita-por-paulo-nogueira/

Enquanto prender Cunha não for tão simples quanto prender Dirceu, a Justiça ficará sob suspeita. Por Paulo Nogueira

Com a quase primeira dama
Com a quase primeira dama
Eduardo Cunha virou o símbolo da corrupção.
Tanta campanha da mídia para ardilosamente associar o PT à corrupção, e eis que irrompe espetacularmente Cunha no cenário e estraga tudo.
Para a plutocracia, é uma má notícia. O ideal era deixar Cunha com as mãos livres para favorecê-la.
No Congresso, ele liderou, a seu estilo, ações em prol dos plutocratas. Comandou ataques a direitos trabalhistas, cerceou o debate em torno da regulação da mídia e fez o diabo para a manutenção do financiamento privado das campanhas.
É nisso, neste financiamento, que ele e os donos do dinheiro se conectam. Ele recebe dinheiro para servi-los, e é recompensado com uma espécie de licença para roubar.
O azar, para ambas as partes, é que a polícia da Suíça entrou em cena.
E então, depois de quase uma década de tentativas da plutocracia de carimbar no PT a pecha de grande fator de corrupção no país, repetindo uma estratégia feita antes contra GV e Jango, explode o caso Eduardo Cunha.
E toda a armação desmorona.
A corrupção tem um ícone: Eduardo Cunha.
Se ele não for exemplarmente punido em praça pública, o país levará uma bofetada moral de proporções épicas.
E essa punição tem que vir rápido.
Me pergunto o que Janot está esperando para enquadrar devidamente Eduardo Cunha: que a polícia e a Justiça suíça façam mais este serviço?
Ah, Eduardo Cunha tem foro privilegiado, aliás um absurdo que apenas reforça o caráter antiigualitário do Brasil.
Diante desse obstáculo, evoco Guy Fawkes, o célebre rebelde britânico que tentou derrubar o Rei Jaime no começo do século 17 com bombas destinadas a explodir o Parlamento.
Descoberta a trama, o rei interrogou Fawkes. E lhe perguntou o motivo de tanta agressividade.
“Situações extraordinárias requerem medidas extraordinárias”, respondeu o rebelde, logo executado depois de torturas excruciantes durante as quais famosamente não falou nada que comprometesse seus companheiros de trama.
Com Eduardo Cunha, estamos diante de uma situação extraordinária.
Ele não pode ficar desembaraçado para fazer o que bem entende porque ele, já sabemos todos, representa o mal, a corrupção, a trapaça.
Todo um país à mercê de alguém como ele?
De novo: situações extraordinárias demandam ações extraordinárias.
Prender Eduardo Cunha vai ser o mais duro golpe na corrupção jamais dado no país.
E que fique claro.
Enquanto não for tão simples prender figuras como Cunha como foi simples prender Dirceu e Genoíno, não haverá razões para respeitar a Justiça brasileira.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

"SOMOS MILHÕES DE CUNHAS". ATÉ ACREDITO, MAS COM A RETAGUARDA DA DIREITONA, SÃO POUCOS. VOCÊS, AUTOPLOCLAMADOS MILHÕES, SÃO SÓ INOCENTES ÚTEIS. E, IMBECIS!!!

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-segredo-da-impunidade-de-decadas-de-um-corrupto-como-eduardo-cunha-por-paulo-nogueira/

O segredo da impunidade de um corrupto como Eduardo Cunha. 

Por Paulo Nogueira

Retrato do artista quando jovem: na presidência da Telerj
Os mais puros, diante dos fatos acachapantes das últimas semanas, se perguntam: como alguém como Eduardo Cunha pode fazer uma carreira com tamanhas delinquências ao longo de tantos anos?
A resposta é um retrato do Brasil.
Os americanos, na Guerra Fria, se referiam a ditadores que os apoiavam de uma maneira abjetamente pragmática.
São os nossos ditadores.
Eles matavam, perseguiam, torturavam – e eram mantidos no poder pelos líderes do “Mundo Livre” porque eramseus ditadores.
E então.
Na visão da plutocracia, Eduardo Cunha é um dos nossos corruptos.
Exatamente como Ricardo Teixeira, para ficar num caso. Teixeira cansou de roubar na CBF. Mas era amigo da Globo, e portanto da plutocracia, e então teve vida fácil no Brasil.
Ninguém o aborrecia com coisas como honestidade.
Eduardo Cunha se iniciou com PC Farias, o tesoureiro de Collor. Com ele aprenderia a arte de arrecadar – vital depois para patrocinar campanhas de políticos menos talentosos naquilo.
Depois, por indicação de PC Farias antes do fim da era Collor, foi ser presidente da Telerj.
Naquele posto a parceria com os plutocratas ganharia músculos.
Cunha facilitou a vida da NEC, uma empresa de telefonia controlada pela Globo.
Pronto. Deu o passo essencial para se tornar um intocável.
Ajudando a Globo: assim se tornou intocável até chegarem os suíços
Ajudando a Globo: assim se tornou intocável até chegarem os suíços
A Globo é uma espécie de mantenedora dos nossos corruptos. Se, como Ricardo Teixeira e Eduardo Cunha, você está protegido por ela, tem licença para fazer muita coisa.
Você não vai aparecer no noticiário. E protegidos da Globo costumam ser também protegidos da Justiça.
Conte quantos amigos da Globo foram apanhados na Lava Jato. Aécio é um típico amigo da Globo: veja quantas vezes ele foi cobrado pelas suas conhecidas estripulias.
É um golpe perfeito.
Ou quase.
O problema é quando entram em cena coisas fora do controle da plutocracia brasileira, e portanto da Globo.
A polícia suíça, por exemplo.
Não fossem os suíços, correríamos o risco de ter Eduardo Cunha na presidência.
A plutocracia adoraria.
Desapareceria da mídia o noticiário obsessivo sobre corrupção, para começo de conversa, como ocorreu nos anos de ditadura militar.
E Eduardo Cunha comandaria uma agenda completamente a favor dos plutocratas.
Financiamento de campanha, que é a forma consagrada pela qual a plutocracia toma de assalto a democracia? Sim, sim, sim.
Regulação da mídia, que é como a sociedade se protege de abusos das grandes corporações jornalísticas? Não, não, não.
E assim seguiria o Brasil, o paraíso das iniquidades.
Mas apareceram os suíços, e a festa, para Eduardo Cunha, terminou em tragédia.
Não, no entanto, para os plutocratas que sempre dispensaram proteção.
Há muitos outros Eduardo Cunhas na política brasileira.
Aécio é um deles.
A plutocracia sabe que pode contar com Aécio.
Tem seus defeitos. Gosta muito da vida noturna, e é amigo de pessoas em cujo helicóptero pode aparecer meia tonelada de pasta de cocaína.
Mas tudo bem.
Na ótica dos donos do Brasil, é um dos nossos.
Como Eduardo Cunha.

sábado, 3 de outubro de 2015

COMO É QUE É MESMO? PARA OS AMIGOS, TUDO; PARA OS INIMIGOS, A LEI!!! ONDE É ISSO? AQUI NO BRASIL, É DIFERENTE. FOI PETISTA, TEJE PRESO. FOI TUCANO E AFINS, NÃO VEM AO CASO...

youssef, sérgio moro, promotor igor... tudo igual, só que não. Só pegaram os bagrinhos. Também pudera, os tubarões eram os ínclitos direitistas. Então, não vem ao caso...

"É um escândalo totalmente tucano, mas nenhum tucano foi preso."


http://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/



Requião relembra Banestado: roubalheira tucana desviou meio trilhão


banestado-corrupção-privataria
O senador Roberto Requião fez um duro pronunciamento esta semana sobre a mãe de todas as corrupções.
Não foi mensalão, não foi petrolão.
Foi o Banestado.
(Na época, a imprensa não dava apelido com "ão", não fazia infográficos, charges, não fazia campanha).
Os desvios chegaram a mais de US$ 124 bilhões, ou quase R$ 500 bilhões.
Calculem aí quem souber o quanto isso significaria hoje, contabilizando a inflação.
O próprio Requião lembra que o valor correspondia a bem mais do que as reservas internacionais do Brasil.
É um escândalo totalmente tucano, mas nenhum tucano foi preso.
O juiz do caso foi Sergio Moro, alguns procuradores eram os mesmos da Lava Jato. Não fizeram nada.
Moro soltou Youssef, o principal doleiro do escândalo, e Youssef voltou a roubar.
***
Discurso de Roberto Requião.
Senhoras e senhores senadores,

É A ORQUESTRA, IRMÃOZINHO!!! SE VOCÊ NÃO É IDIOTA, MAL CARÁTER OU PROFISSIONAL POLÍTICO, COM CERTEZA PERCEBEU O JOGO SUJO DESSA MÍDIA, OPOSIÇÃO E ÓRGÃOS DA JUSTIÇA!!!

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/como-e-o-tcu-que-vai-julgar-as-contas-de-dilma

Como é o TCU que vai julgar as contas de Dilma

publicado 02/10/2015
Lá no TCU, o poder “é meu e ninguém tasca”…
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Conversa Afiada reproduz do Tijolaço:


Como é o TCU que vai julgar as contas de Dilma Rousseff


A edição brasileira do Le Monde Diplomatique (a versão internacional mais chamada de “Diplo“) publica artigo esclarecedor – e estarrecedor para quem não conhece as cortes administrativas brasileiras – sobre o Tribunal de Contas da União que, na semana que vem, começa a julgara contabilidade de 2014 do Governo de Dilma Rousseff.

O autor, que assina com o pseudônimo de João da Silva- o jornal se responsabiliza expressamente por ele – e é, provavelmente, servidor ou ex-servidor do órgão, narra assim a composição do TCU:

“O TCU (…) é composto majoritariamente por indicados pelo Congresso Nacional entre ex-políticos e funcionários de carreira do Parlamento. No total, os seis integrantes estão assim dispostos: três membros do partido Democratas (DEM) – ministros Aroldo Cedraz (ex-deputado federal), José Jorge (ex-senador) e Raimundo Carreiro (ex-funcionário do Senado); um do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) – ministro Ubiratan Aguiar (ex-deputado federal); um do Partido Progressista (PP) – ministro Augusto Nardes (ex-deputado federal); e um do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – ministro Valmir Campelo (ex-senador). Integram também o colegiado os três indicados pelo presidente da República: Marcos Villaça (nomeado diretamente por José Sarney); Benjamin Zymler (colocado na vaga de ministro-substituto pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso); e Walton Alencar (também recomendado por FHC na vaga do Ministério Público junto ao TCU). Estes dois últimos ingressaram no TCU por concurso público. “

Os ministros que eram parlamentares, lembra o texto, tiveram suas campanhas financiadas por empresas que tem as contas de obras que realizam ou realizaram para o governo julgadas ali: “O ex-senador José Jorge, por exemplo, teve como principal financiador de sua eleição em 1998 a CBPO Engenharia. Já o ministro Aroldo Cedraz, em sua campanha para deputado federal pela Bahia em 2006, recebeu recursos da empresa Norberto Odebrech, uma das maiores prestadoras de serviços ao governo federal”.

E mesmo os que não têm esta origem passam, ali, a ter grandes amizades.

“Recentemente, a Polícia Federal abriu investigação sobre a empreiteira Camargo Corrêa por suspeita de remessa ilegal, superfaturamento de obras públicas e doação irregular a partidos. Por duas vezes, a investigação esbarrou no TCU. A primeira, com o filho do ministro Valmir Campelo, Luiz Henrique, diretor de Relações Institucionais da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e citado na operação como intermediário de supostas doações ilegais da empreiteira Camargo Corrêa para políticos. Valmir Campelo é relator da auditoria que investiga supostas irregularidades nas obras da refinaria do Nordeste, em Pernambuco, que tem participação da Camargo Corrêa. A segunda foi com o ministro Augusto Nardes: soube-se, via investigação da PF, que um funcionário da empresa, Guilherme Cunha Costa, atuou para que o ex-deputado Nardes fosse nomeado ministro do TCU, em 2005.  Já no cargo, Nardes avaliou o contrato da Camargo Corrêa para a construção da eclusa da hidrelétrica de Tucuruí (PA) e permitiu à empresa obter um pagamento extra, maior que o previsto no contrato – de R$ 62 milhões, o adicional passou para R$ 155 milhões. “

João da Silva pergunta: quem controla essas decisões do TCU?

“Em tese, o peso e contrapeso (…) poderia ser exercido pelo Ministério Público junto ao TCU. Porém, o procurador-geral Lucas Furtado, que está há dez anos no cargo, expediu portaria em 2005 limitando a atuação dos demais procuradores e avocando para si a prerrogativa de interpor recurso em qualquer processo.”
Lá no TCU, o poder  “é meu e ninguém tasca”…