sábado, 2 de abril de 2016

UM POUCO MAIS DO MESMO: A "ORQUESTRA" CONTINUA TOCANDO. MAL PRA CARAMBA. MAS, O QUE IMPORTA? SUA IGNORÂNCIA ACREDITA EM TUDO O QUE A MÍDIA DIZ! EU IA DIZER: AZAR O SEU, MAS, NA VERDADE, O AZAR É O MEU!!!

http://www.marceloauler.com.br/operacao-carbono14-mandados-ficaram-um-mes-na-gaveta-por-que/#more-3179

Operação “Carbono14″: mandados ficaram um mês na gaveta. Por quê?

Marcelo Auler *

mosaico opera, manifestação e julgamento1Um detalhe, nada insignificante, nesta 27ª fase da Operação Lava Jato vem corroborar uma desconfiança forte em Brasília de que o juiz Sérgio Moro joga politicamente com esta investigação.
Os mandados utilizados nesta sexta-feira (01/04) estavam assinados desde 15 de fevereiro e ficaram guardados em alguma gaveta. Por quê?
Talvez não tenha sido mera coincidência o fato de a Operação Carbono 14, que mais uma vez tem como alvo o Partido dos Trabalhadores (PT) – inclusive remexendo em um caso mal esclarecido até o momento -, ter ocorrido no dia seguinte à sessão em que o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a decisão do ministro Teori Zavascki de avocar para a corte as investigações em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agora, mesmo sem poder investigar Lula por conta do sítio de Atibaia, Moro continua em cima do PT através do Caso Celso Daniel e das propinas que o ex-secretário do partido, Sílvio Rodrigues, teria recebido. Tudo girando sempre em torno do desvio de verbas dos contratos da Petrobras, segundo as justificativas dos operadores da Lava Jato. A grande curiosidade é com relação a datas.
Os mandados para a operação desta sexta-feira (01/04) foram assinados pelo juiz Sérgio Moro em 15 de fevereiro e revistos no dia 22 do mesmo mês. Apesar disso, sem qualquer explicação plausível, eles só foram cumpridos agora, decorridos 39 dias. Em Brasília, acredita-se que o juiz está jogando com as operações politicamente.
O fato de os mandados terem ficado guardados por tanto tempo e utilizados, por coincidência ou estratégia, um dia depois da sessão do STF e das manifestações pró-Dilma, chamou a atenção de autoridade do governo. Agora, se buscará saber se foi mera coincidência ou se faz parte de uma estratégia para se ganhar espaço na mídia, abafar o noticiário desfavorável e manter mobilizada a opinião pública.
O objetivo por detrás desta estratégia seria de manter a opinião pública como aliada dos operadores da Lava Jato, ainda que gerando grandes risco de conflito. Inclusive com agressões até a ministros do STF, como ocorreu com Teori Zavascki. Isso já vem sendo admitido naquela corte. Ali, o próprio ministro Marco Aurélio, na sessão de quinta-feira, ao criticar a divulgação do conteúdo dos grampos usou uma expressão direta que não deixa de demonstrar a suspeita com relação às atitudes do juiz. Na sua manifestação, acusou Moro dizendo que ele:
“colocou mais lenha em uma fogueira cuja chama já estava muito alta, em prejuízo da paz social e da segurança jurídica”.
O decano da corte, Celso de Mello, foi mais comedido, mas também cutucou Moro com relação à preocupação do juiz em satisfazer a opinião pública. Ele lertou que  o dever de proteção constitucional precisa ser respeitado “mesmo que o clamor popular se manifeste contrariamente”.
Breno Altman: "O Brasil não pode aceitar que um estado policial se desenvolva nas entranhas de nossas instituições democráticas". Foto Reprodução JortnalGGN
Breno Altman: “O Brasil não pode aceitar que um estado policial se desenvolva nas entranhas de nossas instituições democráticas”. Foto Reprodução JortnalGGN
Condução coercitiva novamente – Independentemente da questão da data e coincidência com as manifestações pró-Dilma, nessa 27ª fase a equipe da Lava Jato voltou a utilizar o expediente da condução coercitiva. O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares e o jornalista Breno Altman, também colaborador do partido – não se sabe se como testemunhas ou suspeitos – foram forçados a acompanhar os agentes para prestarem depoimento. Isto sem que eles, antes, tenham sido intimados. Legalmente, a condução coercitiva só pode acontecer depois que a testemunha – jamais o suspeito – recusar-se duas vezes a cumprir intimações.
No artigo/depoimento que Breno Altamn escreveu no JornalGGN de Luis Nassif. – Operação Lava Jato esculacha a Constituição -, ele corrobora a hipótese do uso político das operações:
Sou apenas mais um dos alvos deste tornado antidemocrático.
Não foi apresentada, durante o interrogatório, qualquer prova ou indício de meu eventual envolvimento no caso investigado, de suposto empréstimo ao empresário Ronan Maria Pinto.
A falta de solidez na inquirição também se revela, por exemplo, pelas perguntas que diziam respeito às atividades de antiga editora da minha propriedade, fechada há quase vinte anos, com indagações até sobre o tipo de livros que publicávamos, e à doação eleitoral de dois mil reais que fiz, em 2006, a Renato Cinco, então candidato a deputado estadual pelo PSOL do Rio de Janeiro.
O que importava, afinal, era a criação de fato político que realimentasse tanto a Operação Lava Jato quanto a ofensiva por um golpe parlamentar contra a presidente da República“.

MEU DEUS DO CÉU!!! TÁ TUDO TÃO CLARO!!! AÍ JÁ NÃO É IGNORÂNCIA. SÓ PODE SER PROBLEMA DE CARÁTER MESMO!!!


sexta-feira, 25 de março de 2016

SE EU TIVESSE CAPACIDADE, ESCREVERIA UM TEXTO COMO ESSE AÍ EMBAIXO. MAS, IGNORANTE NÃO SOU. ESPERO QUE VOCÊ POSSA DIZER O MESMO...

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/ao-querido-amigo-analfabeto-politico-por-leo-mendes/

AO QUERIDO AMIGO ANALFABETO 



POLÍTICO. 



POR LEONARD MENDES


"O Jornal da Globo agradece a audiência"

Peço que não me leves a mal por chamá-lo assim, e considere que isso não é uma ofensa,
uma acusação de falha no caráter, nem mesmo culpa tua. E você não é meu inimigo.
Peço então apenas que pondere se não é verdade que nunca te interessaste por política. Se é
mentira que até pouco tempo não sabias sequer diferenciar direita e esquerda. Que nunca
leste livro algum sobre o tema ou atuaste em movimentos populares ou partidos políticos.
Digo então que não tens culpa, porque desde cedo foste ensinado a ser assim. A não
discutir política ou desprezá-la, e tiveste toda a tua natural disposição ao tema – presente
no animal político que és – cooptada por um sistema que te quer apenas como consumidor
de candidatos, que te convoca a participar apenas de dois em dois anos, e que não te repre
senta.
Como poderia, se desde o império representa os interesses de uma elite da qual tu não
fazes parte. O 1% que te ilude diariamente enquanto tentas te informar no Jornal da Globo.
Lembras do editorial de O Globo contra o fim do financiamento a candidatos e partidos
por empresas? E aquele contra a taxação de grandes fortunas? Talvez a capa que dizia
que o 13º salário acabaria com a economia do país…
Talvez não tenhas te interessado tanto por esses temas na época, porque entre um e outro
tinha um mar de lama da corrupção.
O que precisas entender então é que ser contra a corrupção não basta. Que é preciso ir
muito além disso, já que hoje as maiores ilegalidades ainda são as permitidas.
Mas foste também convencido pelo 1% de que a legislação é a Justiça. De que os juízes
são representantes de Deus na Terra, pois tens no Estado uma representação de teu próprio
Deus, que tentas me impor. E esse Deus te garante privilégios, tu há de convir.
Apesar de analfabeto político, és homem cis, branco, hétero, com pais de classe média.
Tiveste acesso a toda educação formal que sonhaste, e hoje és doutor, apesar da crise.
Tens também acesso a saneamento básico, plano de saúde e a PM não está em guerra na
tua comunidade.
Acreditas então na economia e no mercado, e que basta te esforçares para alcançar tudo
aquilo que o 1% recebeu como herança.
Na família Marinho, que tanto escutas, por exemplo, os três irmãos herdaram uma fortuna
que hoje chega a mais de R$ 60 bilhões. Isso daria para comprar algo em torno de
quarenta mil apartamentos como aquele do Guarujá, que acusas Lula de ser o dono.
Ainda assim acreditas que a fortuna dos Marinhos é justa, honesta e meritocrática, e que
Lula é o chefe da quadrilha.
Não quero tentar te convencer do contrário, mas sim que percebas que há mais perspectivas
entre o céu e a terra.
Que pode parecer mais importante para muitos uma investigação sobre a mídia e seus
parceiros no judiciário, do que uma sobre um apartamento de classe média de um
ex-presidente.
A desproporcionalidade no tratamento a Marinhos e Lula é diretamente proporcional a
diferença dos projetos que representam. Mas tu preferes discutir pessoas a ideias, todos
sabem disso, e por isso existe o Big Brother. Não é à toa também que o espetáculo
midiático em torno da política se aproxima tanto do entretenimento.
Tu te alimentas de ódios e paixões produzidos por edições maldosas da mídia ou frutos do
inevitável destino de toda perspectiva. O que precisas entender é que de nada importa
gritar o teu ódio contra corruptos, sendo que não encontrarás ninguém que defenda a
corrupção. Não em público, e mesmo Paulo Maluf já disse que confia na justiça.
Peço-te então apenas, que para o bem de todos os cidadãos (tu incluído, nesse grupo tão
diverso) leias mais sobre filosofia política, invés de assistir a tantos noticiários
diariamente. Podes começar trocando meia-hora do tempo dedicado a odiar o Lula em
frente à TV, por trinta páginas de Hannah Arendt, por exemplo.
Ou de “A Sociedade do Espetáculo”, da Constituição Brasileira (na parte dos direitos)
ou mesmo da Bíblia (nas partes que o pastor esquece).
Sei que estais cansado e que preferes ligar a televisão ou procurar no Facebook as
opiniões que queres ouvir, para confirmar as tuas – William Wack, por exemplo,
que facilita muito esse processo, e não é sequer preciso assisti-lo pra saber o que ele
disse. Mas se desejares realmente deixar de ser um analfabeto político, esse esforço
certamente é necessário.
Talvez, em pouco tempo de boas leituras diárias, até te apaixones por política, e pare de
utilizá-la para descarregar frustrações ou de visitá-la apenas nas urnas de dois em dois
anos.
Mas precisarás admitir que foste assim por muito tempo, e que uma parte tua deseja
ardentemente voltar a ser, logo depois de derrubar Dilma e ver restabelecida a paz
nos noticiários.
Sei porém que não ruminas, então te peço apenas que evite os excessos que te atrapalham
a digestão dos fatos. Que evites consumir Eraldo Pereira antes de dormir, ou revistas de fofocas políticas.
Em pouco tempo teu estômago odiará menos, e terás te curado da intolerância à
democracia e à diversidade de pensamento. Só assim deixarás de ser um analfabeto
político, ou mesmo um idiota. Um ignorante motivado por lutas inglórias e guerras sujas,
emburrecido ou preguiçoso demais para pensar e que decidiu então terceirizar o
pensamento.
O Jornal da Globo agradece a audiência
.

segunda-feira, 21 de março de 2016

NÃO SE ESQUEÇAM: O GILMAR MENDES É UMA DAS CRIAS DO NEFASTO FHC!!!

http://capadocianas.blogspot.com.br/2016/03/gilmar-o-despreocupado-da-fsp-por.html

Gilmar, o despreocupado, da FSP por Bernardo Mello Franco



BRASÍLIA - Quando o presidente Fernando Henrique Cardoso indicou Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, o jurista Dalmo Dallari fez um alerta: "Se essa indicação vier a ser aprovada, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional".
Dallari pode ter exagerado, porque a corte tem outros dez ministros para zelar pela Constituição, mas a atuação de Gilmar inspira desconfiança desde que ele vestiu a toga.
A presença constante na mídia, a agressividade em declarações contra o governo e a proximidade com políticos do PSDB lhe renderam o apelido de "líder da oposição" no STF. Gilmar não parece preocupado com isso. Desde que a crise política se agravou, ele usa todas as oportunidades para atacar Dilma e o PT.
A presidente e o partido dão muitas razões para críticas, mas espera-se de um ministro do Supremo que não tome lado na luta política e atue com imparcialidade. Gilmar não parece preocupado com isso. Em julho passado, ele foi à casa de Eduardo Cunha discutir o impeachment. O deputado já era investigado na Lava Jato por suspeita de corrupção.
Em setembro, o ministro estrelou evento na sede da Fiesp. A entidade é comandada por um afilhado político de Michel Temer e promove campanha aberta pela queda da presidente. Gilmar não parece preocupado com isso. Aproveitou o palanque para repetir ataques ao PT. Sobre o correntista suíço, nenhuma palavra.
Na última quarta, Gilmar almoçou com o tucano José Serra, segundo o jornal "O Globo". Após a sobremesa, voltou ao STF e discursou contra a nomeação de Lula para a Casa Civil, que não estava em debate.
Dois dias depois, o ministro atendeu pedido do PSDB e anulou a posse do ex-presidente. Tudo indica que ele deveria se dizer suspeito por falta de isenção para julgar o assunto, muito menos sozinho. Mas Gilmar não parece preocupado com isso.